domingo, 29 de setembro de 2013

Congresso de Saúde Mental e Dependência Química


Agradeço o apoio e a colaboração do diretor, dos agentes penitenciários, médicos, enfermeiros, demais funcionários da administração e dos internos do Instituto de Psiquiatria Forense do Estado da Paraíba (IPF), por terem me possibilitado a realização deste trabalho, a saber,"A MEDIDA DE SEGURANÇA E O TRATAMENTO AMBULATORIAL ALIADOS AO TRATAMENTO DE DEPENDÊNCIA QUÍMICA: ESTUDO DE CASO NO INSTITUTO DE PSIQUIATRIA FORENSE DO ESTADO DA PARAÍBA", apresentado no eixo da Comunicação Oral e Relatos de Experiência no I Congresso Brasileiro de Saúde Mental e Dependência Química: pesquisa, prevenção e intervenção as drogas e seus desafios no mundo contemporâneo, promovido pelo Curso de Psicologia na Universidade Federal da Paraíba, em junho do corrente ano.

Desta vez, acompanhei a clausura, não apenas como punição, mas como medida de tratamento a indivíduos que possuem transtornos mentais. Mergulhei no mundo da psicologia, a qual tanto admiro.

Agradeço a Deus e aos colegas por terem me possibilitado adquirir mais conhecimento, vivenciar e relatar novas experiências.  Mais um trabalho gratificante, digo repetidas vezes que, a experiência de estar perto ao cárcere foi um divisor de águas em minha vida, os internos cada um ao seu modo, me fizeram ter uma nova visão da vida e do ser humano.


A loucura, objeto dos meus estudos, era até agora uma ilha perdida no oceano da razão; começo a suspeitar que é um continente".
O Alienista
Machado de Assis




terça-feira, 17 de setembro de 2013

O caso da viúva





“Este conto deve ser lido especialmente pelas viúvas de vinte e seis anos...

Vinha sinceramente triste; mas excepcionalmente bela, graças às roupas pretas...


[...]


...baixara os olhos; estava ofegante, e lutava consigo mesma. O pedido para que ele ficasse esteve quase a saltar-lhe do coração, mas não chegou nunca aos lábios. Não lhe pediu nada, deixou-se estar pálida, inquieta, a olhar para o chão, sem ousar encará-lo. Era positivo o efeito da notícia; e o Rochinha não esperou mais nada para pegar-lhe na mão. Maria Luísa estremeceu toda, e ergueu-se. Não lhe disse nada, mas afastou-se logo. Momentos depois, saía ele reflexionando deste modo: 

Faça o que quiser, ama-me! "

Machado de Assis, 1881

segunda-feira, 16 de setembro de 2013



"Dos muitos instrumentos inventados pelo homem, nenhum pode comparar-se nem de longe ao livro, porque  os outros instrumentos são extensões, são mecanismos desse outro mecanismo que é o nosso corpo...Em troca, o livro é uma extensão da memória e da imaginação".

Livro muda as pessoas.
Livro muda o mundo.
Leia mais para ser mais!

Jorge Luis Borges*
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* Escritor Argentino

Trecho retirado do Prefácio da Coleção "O Autor por Ele mesmo" da Editora Martin Claret

domingo, 1 de setembro de 2013

Tarsila do Amaral

 


  Pintora brasileira


Tarsila do Amaral (1886-1973) foi pintora e desenhista brasileira. O quadro "Abaporu" pintado em 1928 é sua obra mais conhecida. Junto com os escritores Oswald de Andrade e Raul Bopp, lançou o movimento "Antropofagia", que foi o mais radical de todos os movimentos do período Modernista. O Movimento foi inspirado no quadro "Abaporu" que significa antropófogo em tupi. Sobre seu quadro Tarsila diz "Essa figura primitiva e monstruosa nasceu de um sonho". Tarsila ofereceu esse quadro ao namorado Oswald de Andrade, como presente de aniversário.

Tarsila do Amaral (1886-1973) nasceu na Fazenda São Bernardo, no município de Capivari, interior do Estado de São Paulo. Filha de José Estanislau do Amaral Filho e Lydia Dias de Aguiar do Amaral. Era neta de José Estanislau do Amaral, que em razão de ter acumulado fortuna adquirindo fazendas no interior de São Paulo, foi apelidado de "milionário". Seu pai herdou apreciável fortuna e diversas fazendas nas quais Tarsila passou a infância e adolescência.

Filha de família tradicional e rica, estudou em São Paulo no Colégio de freiras e no Colégio Sion. Completa seus estudos em Barcelona, na Espanha, onde pintou seu primeiro quadro, "Sagrado Coração de Jesus", aos 16 anos. Na sua volta ao Brasil casa-se com o noivo André Teixeira Pinto, com quem teve uma filha.

Em 1916 começa a trabalhar no ateliê de William Zadig, escultor sueco radicado em São Paulo. Com ele aprende a fazer modelagem em barro. Separa-se de André Teixeira e em 1920 vai para Paris, onde estuda na Academia Julian, escola de pintura e escultura. Estuda também com Émile Renard.

Tarsila tem uma tela sua admitida no Salão Oficial dos Artistas Franceses em 1822. Nesse mesmo ano regressa ao Brasil e se integra com os intelectuais do grupo modernista. Faz parte do "Grupo dos Cinco", juntamente com Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Picchia.

Nessa época, já separada, começa seu namoro com o escritor Oswald de Andrade. Embora não tenha sido participante da "Semana de 22" integra-se ao Modernismo. Volta à Europa em 1923 e mantem contato com os modernistas que lá se encontravam, são intelectuais, pintores, músicos e poetas. Estuda com Albert Gleizes e Fernand Léger, grandes mestres cubistas. Mantém estreita amizade com Blaise Cendrars, poeta franco-suíço que visitou o Brasil em 1924. Inicia sua pintura "pau-brasil" dotada de cores e temas acentuadamente brasileiros.

Em 1925 ilustra o livro "Pau-Brasil" de Oswald de Andrade. Em 1926 expõe em Paris, obtendo grande sucesso. Casa-se no mesmo ano com Oswald de Andrade. Em 1928 pinta o "Abaporu" para dar de presente de aniversário a Oswald que se empolga com a tela e cria o "Movimento Antropofágico". É deste período a fase antropofágica da sua pintura. Em 1929 expõe individualmente pela primeira vez no Brasil, no Palace Hotel em São Paulo. Separa-se de Oswald de Andrade em 1930.

Em 1933 pinta o quadro "Operários" e dá início à pintura social no Brasil. No ano seguinte participa do I Salão Paulista de Belas Artes. Começa um relacionamento com o escritor Luís Martins que durou quase vinte anos. De 1936 a 1952, trabalha como colunista nos Diários Associados onde ilustra retratos de grandes personalidades. Nos anos 50 volta ao tema "pau brasil". Participa em 1951 da I Bienal de São Paulo. Separa-se de Luis Martins. Em 1963 tem uma sala especial na VII Bienal de São Paulo e no ano seguinte tem participação especial na XXXII Bienal de Veneza.

Tarsila realiza em 1970, no Rio de janeiro e depois em São Paulo, uma retrospectiva, "Tarsila: 50 anos de Pintura". Recebeu o premio Golfinho de Ouro em 1971.
Tarsila do Amaral faleceu em São Paulo no dia 17 de janeiro de 1973.