terça-feira, 19 de maio de 2015

Dia do Defensor Público ...



Parabéns para todos os Defensores Públicos pelos seus grandes serviços prestados a sociedade...




 "No dia 19 de maio de 1303, faleceu, em França, Santo Ivo de Kermartin, doutor em Teologia, Direito, Letras e Filosofia, nascido em Kermartin, em 17 de outubro de 1253. 

Santo Ivo notabilizou-se, especialmente, por dedicar toda a sua erudição e cultura à defesa, nos tribunais, dos pobres, órfãos, viúvas e todos aqueles considerados desassistidos da fortuna. 

Exerceu funções oficiais de julgador em Rennes e, registra a História, oferecia os seus emolumentos e honorários aos pobres sendo incansável na busca da paz e da concórdia entre os litigantes. 

Patrono e modelo dos Advogados, entregou-se à defesa dos pobres e oprimidos contras os poderosos.

 "Jura-me que vossa causa é justa e eu defenderei vossa causa gratuitamente" – dizia ele. 

Foi, também, inspiração sua a criação da Instituição dos Advogados dos Pobres, especialmente para pelejar as causas dos indigentes. 

 Os Defensores Públicos, figuras indispensáveis na engrenagem da máquina judiciária, símbolo da justiça democrática e instrumento realizador do princípio constitucional da igualdade de oportunidades de todos perante a lei, garantidor do acesso à prestação jurisdicional, independentemente da condição de fortuna, revivem, hoje, a missão de Santo Ivo, integrando o órgão da Assistência Judiciária, edição moderna da histórica Instituição dos Advogados dos Pobres, fundada pelo Santo Advogado. 

As razões históricas e a identidade da prática profissional exercitada, consubstanciada na função de Defensor Público, justificam, pois, a escolha da data indicada para o DIA DO DEFENSOR PÚBLICO".

Fonte: google.com

domingo, 8 de março de 2015

Mulher...


"Toda mulher tem no seu íntimo uma magia própria de fazer acontecer, de dar um jeito, de dar o peito, dar um colo, de fazer bem feito." (Caroline Salcides) 




Eu sou mulher e decidi viver de escolhas, não de chances, optei por ser motivada e não manipulada, ser útil e não usada, me sobressair, não competir.

Eu escolhi amor próprio e não autopiedade. Eu escolhi ouvir minha própria voz, não a opinião dos outros. 

Eu descobri que ser mulher é ser livre, é ser líder, senhora do meu destino. 






 "Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende. Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir."(Cora Coralina)


quarta-feira, 4 de março de 2015

Feminicídio passa a ser considerado crime hediondo





A Câmara aprovou hoje (3) o projeto de lei do Senado que classifica o feminicídio como crime hediondo e o inclui como homicídio qualificado. O texto modifica o Código Penal para incluir o crime - assassinato de mulher por razões de gênero - entre os tipos de homicídio qualificado. O projeto vai agora à sanção presidencial. 

 A proposta aprovada estabelece que existem razões de gênero quando o crime envolver violência doméstica e familiar, ou menosprezo e discriminação contra a condição de mulher. O projeto foi elaborado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência contra a Mulher. 

 Ele prevê o aumento da pena em um terço se o crime acontecer durante a gestação ou nos três meses posteriores ao parto; se for contra adolescente menor de 14 anos ou adulto acima de 60 anos ou ainda pessoa com deficiência. Também se o assassinato for cometido na presença de descendente ou ascendente da vítima. 

 Na justificativa do projeto, a CPMI destacou o homicídio de 43,7 mil mulheres no Brasil de 2000 a 2010, sendo que mais de 40% das vítimas foram assassinadas dentro de suas casas, muitas pelos companheiros ou ex-companheiros. Além disso, a comissão afirmou que essa estatística colocou o Brasil na sétima posição mundial de assassinatos de mulheres. 

 A aprovação do projeto era uma reivindicação da bancada feminina e ocorre na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher (8 de março).

Iolando Lourenço - Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado

Fonte: AgenciaBrasil - EBC

sábado, 25 de outubro de 2014

A PEDRA DE TROPEÇO



A PEDRA DE TROPEÇO 

FRANCISCO DE PAULA MELO AGUIAR (*)

 [...] Nunca me esquecerei que no meio do caminho 
Tinha uma pedra [...] 
                                 Carlos Drummond de Andrade 

O homem por mais sábio que pareça ser no tempo de sua existência, jamais estará imune de tentações as mais diversas possíveis em todos os sentidos de sua vida, pois, a sua personalidade é constituída de id, ego e superego, no dizer científico de Freud. Através desses elementos personificados e individualizados, tais elementos constitutivos de nossa personalidade, vivem se confrontando diuturnamente enquanto vida tiver. Isso é fato cientificamente comprovado. O id quer o prazer, tirar vantagem em tudo, é aí onde o indivíduo tem a língua maior do que o trem, macho de mais e nunca perde nada, parece muito com a função do poder legislativo, projeta tudo e nada realiza, sempre joga para os outros suas dificuldades e ilações passadas, presentes e futuras. Por outro lado, o ego é ao controlador e executor dos atos planejados antecipadamente, é bem parecido com a função do poder executivo em qualquer esfera de poder, como também parece com o quero posso e mando da política partidária brasileira por determinadas oligarquias em qualquer fase da política nacional e até mais internacional que a humanidade tenha dela conhecimento do passado, do presente visando permanecer no poder. E por fim o componente, superego, aqui entendido como sendo a censura ao passado, ao presente e ao futuro, bem parecida com as funções exercidas pelo poder judiciário no tocante a aplicação da lei parida pelos poderes legislativo e executivo, como forma de distribuir a justiça entre os governos e seus súditos na versão moderna que se tem de poder de Estado. A democracia a brasileira é um tropeço na vida nacional, tendo em vista que o cidadão é obrigado a votar, porém, é obrigado a ficar calado durante o período eleitoral, tendo em vista a lei da reedição da lei da mordaça, onde a população é obrigada a ficar calada para não fazer qualquer tipo de avaliação sobre a vida dos candidatos envolvidos no pleito. Os meios de comunicação nos parece manipulados por quem tem mais ou dispõe do poder local, estadual, regional e nacional. As pesquisas encomendas pelos grupos oligárquicos envolvidos, são registradas perante a autoridade judiciária patrocinadora das eleições, porém, seus resultados são usados para manipular e alienar pessoas analfabetas funcionais e ou não, as chamadas indecisas e ideologicamente inseguras. Aí tem órgãos dos meios de comunicação que ficam durante suas programações, dando ênfase de que “A” já passou a frente de “B” com tanto por centro de diferença. Agora perguntamos: e isso também é um método ou paradigma de direcionar o resultado da eleição não? Tem eleitor que vota em quem vai ganhar, nada sabe sobre a vida do candidato “A” e ou “B”, vota porque acha o candidato feio e ou bonito, por esse ou aquele programa social desenvolvido pelo poder público, pago por toda a população antecipadamente via a cobrança direta e indireta de impostos federais, estaduais e municipais. Isso é uma conduta deplorável assim proceder. Isto é o que Carlos Drummond de Andrade, com maestria, usando outras palavras em sua composição: “No meio do caminho¹”, segundo sua visão de homem e de mundo em pleno século XX, uma vez que “No meio do caminho tinha uma pedra; Tinha uma pedra no meio do caminho; Tinha uma pedra No meio do caminho tinha uma pedra”, e continua sua visão retórica sobre o tropeço modernista, tendo em vista que “Nunca me esquecerei desse acontecimento; Na vida de minhas retinas tão fatigadas; Nunca me esquecerei que no meio do caminho; Tinha uma pedra” e conclui seu pensar e ou filosofar literário laico, “tinha uma pedra no meio do caminho; No meio do caminho tinha uma pedra”. O ser humano sempre vai depender de alguém de uma coisa e ou de um objeto. Não somos auto-suficientes em nada, um ser vai sempre depender de outro ser, assim como um objeto vai completar o criar, o fazer, o sonho de outro em qualquer dimensão da historicidade da vida até então conhecida. Os argumentos humanos vivem de convergência e de divergência entre si. Assim sendo, podemos resumir, por analogia, de que a pedra no caminho dos candidatos “A” e ou “B”, que trata o ilustre escritor e poeta é justamente deixar o eleitor, enquanto cidadão mudo, sem direito a vez e a voz e ainda é obrigado a comparecer para votar no dia das eleições. Durante o processo eleitoral o cidadão eleitor tem que ficar com a boca calada, se abrir a boca nos meios de comunicação: rádio, televisão, jornais, internet, etc, serão importunados via processos e multas milionárias. É a lei do silêncio pleno oficial. E ainda chamamos isso de democracia plena e de estado de direito. Assim povo bom é povo calado. 

 A expressão lingüística e/ou idiomática bíblica, constante no Antigo e no Novo Testamento, de origem hebraica e/ou aramaica² (língua falada por Jesus Cristo) denominada de “pedra de tropeço”, pode ser compreendida como sendo, o comportamento e ou atitude do indivíduo que conduz e/ou induz alguém a pecar. Etimologicamente falando, o termo hebraico “mikshow” é traduzido para “pedra de tropeço”, mencionado na Septuaginta como sendo “skandalon”. Assim sendo, o termo idiomático português escândalo vem daí sua originalidade. Ressaltamos de que o termo grego “skandalon” tem significado diferente ao que atualmente atribuímos na língua portuguesa quando falamos o termo escândalo. Porém, o “skandalon” de origem grega é um substantivo associado sempre a um verbo, tendo em vista que “skandalizo” é constituído do sufixo “iz”, como acontece em Português com o verbo escandalizar, que significa ao pé da letra levar ou fazer alguém a tropeçar e ou conduzir e ou induzir alguém a pecar³. É a causa que leva a pecar, literalmente falando. Por analogia ao texto bíblico o termo “pedra de tropeço”, significa que na estrada da Palestina antiga existia pedra, seixo, etc., por isso os usuários levavam “topadas” e chamavam palavrões, cometendo assim o pecado, o perjúrio. De modo que “skandalon” é a “pedra de tropeço”, e “proskomma”, palavra de origem grega significa “propeçando”. Assim sendo, tanto “skandalon”, de origem hebraica/aramaica, quanto “proskomma” de origem grega, ambas são usadas na Primeira Carta de São Pedro, capítulo 2, versículo 8, significando a “pedra de tropeço” e bem assim “a rocha que faz cair”. É uma prova de que o escritor da referida carta não era um leigo qualquer na literatura ou no conhecimento lingüístico. A Bíblia Sagrada nos ensina que não devemos botar uma pedra no caminho de um cego, por exemplo, o que significa a “pedra de tropeço”, tendo em vista que a palavra escândalo tem origem latina e daí vem tal proibição, de modo que tal significado casa diretamente com o significado primitivo do termo grego, sem qualquer tipo de delonga. De modo que o significa de “pedra de tropeço” tem tudo a haver com o espaço físico da Palestina4. 

 No Velho Testamento, por analogia ao uso da Septuaginta, como por exemplo, o Salmo 140, versículo 9, bem semelhante ao que São Mateus, capítulo 13, versículo 41, de modo que qualquer deslize da conduta material e ou espiritual do ser humano que o leve ao pecado e a ”pedra de tropeço”5. 

 A inveja, o escárnio, falar da vida alheia, a gula, desejar a mulher do próximo, a cobiça, querer ser sem ser, a vaidade, a luxúria, como é tratada no dizer do escritor João Ubaldo Ribeiro (1999), em sua obra “A casa dos Budas Ditosos”, não obstante o ilustre escritor ser conclusivo aos afirmar que “eu não pequei contra a luxúria. Quem peca é aquele que não faz o que foi criado para fazer. E eu fiz o que Ele me criou para fazer” e continua seu pensamento: “não quero entender nada. Quero acreditar, mas não posso ter certeza, não se pode ter certeza de nada, que Deus me terá em Sua Glória e sei que Ele agora está rindo”. É o diálogo prosaico travado entre aquele brilhante escritor botando o palavreado dele na boca de Deus. Durma com esse entendimento. Assim podemos entender que o falso testemunho, o perjúrio, a falta de educação individual, a falta de crença, a vagabundagem, fazer filho para os outros criar, esperar tudo na boca como pinico, sem redar uma palha, como enfatizam os nossos irmãos nordestinos, a corrupção, o ganhar dinheiro fácil via o crescimento de políticos de mãos sujas, o “ganhar” mais de uma vez o premio da loteria esportiva, querer ganhar ou ser vitorioso em tudo sem justificativa para isso, ser aprovado em estudar, comprar fiado e não pagar, prometer e não cumprir, se fizer uma promessa com Nossa Senhora da Penha, para pagar com um punhado de areia, vai deixar fiado mesmo, por falta de coragem, ação e atitude de ir a praia da referida Virgem e trazer o punhado de areia até o altar onde a mesma é venerada. Tudo isso é a “pedra de tropeço” cantada em versos e prosa na Bíblia Sagrada, e bem assim, é a pedra “no meio do caminho” de Carlos Drummond de Andrade. O diferencial é apenas uma questão linguística em função do tempo em que foram escritas e vivenciadas na civilização humana. Em ambos sentidos é uma questão cultural. 

 De modo que em tempo de campanha política, por exemplo, aparecem os pobres da vida pública e privada dos candidatos a qualquer cargo eletivo, aí o bicho pega, todos querem ser santos, porém, o fogo cruzado é de vaca desconhecer bezerros, conforme nos ensino o ditado popular. É pedra de mais no caminho, apesar de aparecer três vezes no Novo Testamento Bíblico Sagrado, o termo “aposkopos” que significa “sem causar tropeço a ninguém”, bem como no dizer retórico de São Paulo, na Primeira Carta aos Coríntios, capítulo 8, versículo ao, afirma que “por isso, se a comida escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize”, e isso é um exemplo concreto para não causar o pecado. O ato de comer carne nessa visão é a “pedra no caminho”. Por fim, o reformador protestante Martinho Lutero, no século XVI, enfatiza de que "a crença comum de que a Missa é um sacrifício"6 , o que por analogia literalmente falando, isso é uma dentre milhares de "pedra de tropeço" e ou “de pedra “no meio do caminho”, que se apresenta direta e indiretamente na vida dos seres humanos por sua curta passagem sobre a terra. Assim a humanidade vive e convive sempre botando e tirando a pedra no caminho da política, da família, da segurança pública, da educação de qualidade, dos meios de comunicação, da habitação, da família, da igreja, da qualificação e habilitação profissional, das drogas, dos crimes premeditados, das injúrias, das calúnias e das difamações, dos projetos sociais, das reformas estruturantes, da casa para morar, da água para beber, da cultura, do turismo, do emprego, da liberdade, do respeito, do ser homem, do ser mulher, do estudar de verdade, do trabalho, do sonhar por dias melhores, do direito de escolher o que fazer de seu futuro, porque a vida é uma questão de escolha, etc., onde toda água que cai na planície e no monte tem o destino certo que é o mar...

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 ¹ Cf.: http://letras.mus.br/carlos-drummond-de-andrade/807509/ 
 ² Cf.: http://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%ADblia_Hebraica 
 ³ Cf.: O Evangelho de São Mateus: introdução e comentário – Page 271 R. T. France – 1985 "(ii) Em pedras de tropeço (18:6–9) Estas palavras estão relacionadas pela palavra skandalizo (“causa para pecar”, v. 6,8,9) e skandalon (“tentação (para pecar”) 3 (três) vezes em v. 7), a “pedra de tropeço”, algo que faz alguém tropeçar. 
4 Cf.: Geoffrev W. Bromilev. The international standard Bible encyclopedia - página 6411995 "O conceito de uma pedra de tropeço foi especialmente apropriado para uma terra rochosa como a Palestina, onde pedras e seixos são abundantes em todas as estradas não pavimentadas (em contraste com os países com solo aluvial, como o Egito ou a Mesopotâmia)." 
5 Cf.: Ramesh Khatry The Authenticity of the Parable of the Wheat and the Tares and Its ... 2000 página 137 - "Tematicamente, o uso em São Mateus 13:41 se assemelha ao de tradição judaica onde skandalon meramente significa qualquer coisa que leva ao pecado. Por exemplo, em Mateus 13:41 é muito semelhante a LXX Ps 140:9. LXX Ps 140:9 – apo skandalōn tōn ergazomenōn tēn" 
 6 Cf.: Robert C. Croken Luther's first front: the Eucharist as sacrifice page 26 – 1990 "Um segundo obstáculo (e é significativo que Lutero considere uma "segunda" pedra de tropeço) para a verdadeira doutrina da Missa é a crença comum de que a Missa é um sacrifício. De acordo com essa crença, Cristo é oferecido a Deus ..."

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(*)
Da Academia Paraibana de Poesia 
Da Academia de Letras do Brasil 
A PEDRA DE TROPEÇO 
www.recantodasletras.com.br

Texto cedido pelo autor Francisco De Paula Melo Aguiar

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

23/10 - Dia do Aviador




É um pássaro? 

É o Super Homem? Não!
É o avião de Santos Dumont! 
Será possível voar algo mais pesado que o ar? 

Há cento e oito anos atrás, no dia 23 de outubro de 1906, Santos Dumont
fez seu primeiro voo com o 14 Bis dando início a aviação. 

A partir daquela data era possível voar pelos céus do mundo todo. 

E é por isso que hoje comemoramos o Dia do Aviador, o dia do voo de Santos Dumont. 

Daí para frente a aviação só progrediu com a evolução de motores, modelos mais aerodinâmicos e formas de uso. 

Além do uso comercial, surgem os aviões de passageiros, que facilitaram muito o deslocamento das pessoas. 

Mas o homem não parou por aí! 

A meta seguinte era a conquista do espaço! Entre as décadas de 50 e 70, houve avanços significativos na conquista do espaço até que em 20 de Julho de 1969, pela missão Apollo 11, os primeiros homens da Terra Neil Armstrong e Edwin Aldrin, pousam na superfície lunar.

sábado, 11 de outubro de 2014

PROCURA-SE UMA ALMA DE CRIANÇA



Procura-se uma alma de criança que foi vista, pela última vez, dentro de nós mesmos, há muitos anos... 

Ela pulava, ria e ficava feliz com seus brinquedos velhos... 

Exultava quando ganhava brinquedos novos, dando vida a latinhas, barbantes, tampinhas de refrigerantes, bonecas, soldadinhos de chumbo e figurinhas... 

Batia palmas quando ia ao circo, quando ouvia músicas de roda, quando seus pais compravam sorvete: "chikabon, tombon, eskibon"... tudo danado de bom! 

Ela se emocionava ao ouvir histórias contadas pela mãe ou quando lia aqueles livrinhos de pano que a madrinha lhe dava quando ia visitá-la... 

Onde ela está? Para que lado ela foi? 

Para não deixar morrer a criança que todos temos dentro de nós... deixe-a sair, brincar e sonhar... 

Uma das poucas coisas que ainda podemos fazer sem ter de pagar impostos! 

O tempo é muito lento para quem espera. 

Muito longo para quem sofre. 

Muito rápido para quem aproveita. 

Mas para quem ama, o tempo não existe. 

 Autor Desconhecido

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O Dia Mundial da Saúde Mental



O dia 10 de outubro instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é para ser encarado como "prioridade global", apesar da complexidade existente na definição do conceito saúde mental.

Visa chamar a atenção pública para a questão da saúde mental global, e identificá-la como uma causa comum a todos os povos, ultrapassando barreiras nacionais, culturais, políticos ou socioeconômicas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a saúde mental uma prioridade e defende que a questão da saúde mental não é estritamente um problema de saúde.
Os problemas de saúde mental, segundo a OMS, constituem atualmente a principal causa de incapacidade e uma das mais importantes causas de mobilidade nas sociedades.
Para a organização internacional, este e outros fatores fazem com que a saúde mental seja uma prioridade da política de saúde dos governos.
De acordo com a OMS, a crise financeira que atinge os mercados e o cidadão comum, devido o seu impacto em emprego e consumo de álcool, entre outros fatores, terá repercussões na saúde mental das pessoas, aumentando os casos de stress, depressão e desordens mentais.
O consumo excessivo de álcool causa a morte de dois milhões de pessoas por ano e a cada 40 segundos uma pessoa se mata no mundo, o que representa um milhão de suicídios anuais.
A OMS sustenta que a solução para estas situações não é "como era feito antes": trancar o doente em uma instituição psiquiátrica, o que, além de não resolver a origem do mal, é caro e pode expor o paciente a abusos.
A conclusão apresentada é a de que o atendimento médico primário para tratar os transtornos mentais é, de longe, muito mais humano e barato.
Para este ano, a ONU marca o Dia Mundial da Saúde Mental, este 10 de Outubro, destacando a esquizofrenia.
A OMS quer aproveitar o tema "Vivendo uma Vida Saudável com Esquizofrenia" para ampliar sua defesa sobre todos os transtornos mentais graves.
Suicídio:
As pessoas com esquizofrenia sofrem com uma variedade de infecções e acabam morrendo desses problemas. O suicídio, afeta 5% desse grupo.
Em vez de internações em clínicas para pessoas com transtornos mentais, a organização sugere tratamentos nas próprias comunidades em que vivem.
A OMS afirma que com um monitoramento regular da saúde e com um acompanhamento dos efeitos colaterais dos medicamentos, essas pessoas podem ter uma vida normal.
Aumento dos casos de depressão
As perturbações de natureza mental estão a crescer e os distúrbios mentais, independentemente da sua gravidade, são uma das principais doenças incapacitantes do século XXI.

A depressão é a segunda causa de incapacidade na União Europeia. As doenças mentais e, particularmente a depressão, são o fator de maior risco de suicídio.





Fonte: Google.com

sábado, 4 de outubro de 2014

A importância do voto




votar conscientemente.

É muito comum ouvirmos que todos os políticos são iguais e que o voto é apenas uma obrigação. Muitas pessoas não conhecem o poder do voto e o significado que a política tem em suas vidas.

Numa democracia, como ocorre no Brasil, as eleições são de fundamental importância, além de representar um ato de cidadania. Possibilitam a escolha de representantes e governantes que fazem e executam leis que interferem diretamente em nossas vidas.

Escolher um péssimo governante pode representar uma queda na qualidade de vida. Sem contar que são os políticos os gerenciadores dos impostos que nós pagamos. Desta forma, precisamos dar mais valor a política e acompanharmos com atenção e critério tudo que ocorre em nossa cidade, estado e país.

O voto deve ser valorizado e ocorrer de forma consciente. Devemos votar em políticos com um passado limpo e com propostas voltadas para a melhoria de vida da coletividade.

Em primeiro lugar temos que aceitar a ideia de que os políticos não são todos iguais. Existem políticos corruptos e incompetentes, porém muitos são dedicados e procuram fazer um bom trabalho no cargo que exercem. Mas como identificar um bom político?


É importante acompanhar os noticiários, com atenção e critério, para saber o que nosso representante anda fazendo. Pode-se ligar ou enviar e-mails perguntando ou sugerindo ideias para o seu representante. Caso verifiquemos que aquele político ou governante fez um bom trabalho e não se envolveu em coisas erradas, vale a pena repetir o voto. A cobrança também é um direito que o eleitor tem dentro de um sistema democrático.

Nesta época é difícil tomar uma decisão, pois os programas eleitorais nas emissoras de rádio e tv parecem ser todos iguais. Procure entender os projetos e ideias do candidato que você pretende votar. 

Será que há recursos disponíveis para que ele execute aquele projeto, caso chegue ao poder? Nos mandatos anteriores ele cumpriu o que prometeu? O partido político que ele pertence merece seu voto? Estes questionamentos ajudam muito na hora de escolher seu candidato. 


Como vimos, votar conscientemente dá um pouco de trabalho, porém os resultados são positivos. O voto, numa democracia, é uma conquista do povo e deve ser usado com critério e responsabilidade. Votar em qualquer um pode ter conseqüências negativas sérias no futuro, sendo que depois é tarde para o arrependimento. 

Fonte: Google.com

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Deus segundo Baruch Espinoza




Baruch Spinoza (1632 - 1677)

Deus para Spinoza é o único motivo da existência de todas as coisas. Deus é a substância única e nenhuma outra realidade existe fora de Deus. Ele é a fonte única e Dele surgem todos os outros elementos. Deus existe em si e foi gerado por si, para existir ele não necessita de nenhuma outra realidade. A essência de Deus pressupõe a sua existência. A substância divina é infinita e não é limitada por nenhuma outra, ela é a causa de todas as coisas existentes, que por consequência são manifestações de Deus







"Pára de ficar rezando e batendo no peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti. 

Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. 

Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti. 

Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. 

O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer. 

Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro! 

Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho? 

Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor. Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.

Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção à tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia. 

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas. 

Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. 

Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno. 

Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei.

E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste? 

Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar. 

Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? 

Aborrece-me que me louvem. Cansa-me que agradeçam. Tu te sentes grato? 

Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido? Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar. 

Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações? 

Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou, batendo em ti". 

 Baruch Spinoza (1632, 1677 Haia - Holanda)

Fonte: Google.com

sábado, 23 de agosto de 2014

Getúlio Vargas...


24 de Agosto de 1954

E assim, se despediu do Povo Brasileiro... Deixando muitas dúvidas e um legado de benefícios aos trabalhadores brasileiros.


Getúlio Vargas deixou dois documentos de despedida. O primeiro, conhecido como Carta-testamento, foi divulgado pelo rádio para todo o país logo após o suicídio. Foi encomendado ao amigo de confiança José Soares Maciel Filho, por este redigido e assinado pelo presidente. O outro, escrito a lápis em papel oficial, que chamaremos de carta-despedida, foi encontrado depois. São dois textos muito diferentes. 

Carta Testamento  

“Mais uma vez as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam; e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes. Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fi z-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a Justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras, mal começa esta a funcionar a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o povo seja independente. Assumi o governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia a ponto de sermos obrigados a ceder. Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo e renunciando a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar a não ser o meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida. Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com perdão. E aos que pensam que me derrotam respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo, de quem fui escravo, não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue terá o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.”

Carta Despedida 

"Deixo à sanha dos meus inimigos o legado da minha morte. Levo o pesar de não haver podido fazer, por este bom e generoso povo brasileiro e principalmente pelos mais necessitados, todo o bem que pretendia. A mentira, a calúnia, as mais torpes invencionices foram geradas pela malignidade de rancorosos e gratuitos inimigos numa publicidade dirigida, sistemática e escandalosa. Acrescente-se a fraqueza de amigos que não me defenderam nas posições que ocupavam, a felonia de hipócritas e traidores a quem beneficiei com honras e mercês e a insensibilidade moral de sicários que entreguei à Justiça, contribuindo todos para criar um falso ambiente na opinião pública do país contra a minha pessoa. Se a simples renúncia ao posto a que fui elevado pelo sufrágio do povo me permitisse viver esquecido e tranqüilo no chão da Pátria, de bom grado renunciaria. Mas tal renúncia daria apenas ensejo para, com mais fúria, perseguirem-me e humilharem. Querem destruir-me a qualquer preço. Tornei-me perigoso aos poderosos do dia e às castas privilegiadas. Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao Senhor, não de crimes que não cometi, mas de poderosos interesses que contrariei, ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes. Só Deus sabe das minhas amarguras e sofrimentos. Que o sangue de um inocente sirva para aplacar a ira dos fariseus. Agradeço aos que de perto ou de longe trouxeram-me o conforto de sua amizade. A resposta do povo virá mais tarde..."


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Juscelino Kubitschek


Juscelino Kubitschek (1902-1976) ex-presidente do Brasil, governou entre 1956 e 1960. Durante seu mandato construiu Brasília, a nova capital do País, inaugurada no dia 21 de abril de 1960. Juscelino Kubitschek (1902-1976) nasceu em Diamantina, Minas Gerais, no dia 12 de setembro de 1902. 

Filho do caixeiro-viajante João César de Oliveira e da professora Júlia Kubitschek. Ficou órfão de pai aos três anos de idade. Estudou no Seminário de Diamantina, onde concluiu o curso de humanidades. Em 1919, presta concurso público para telegrafista e no ano seguinte vai morar em Belo horizonte. 

Em 1922, ingressa no curso de Medicina da Universidade Federal de Belo Horizonte. Em 1927, conclui o curso. Estudou cirurgia em Paris com o professor Maurice Chevassu e estagiou no hospital Charité de Berlim em 1930. De volta à Minas Gerais, casou-se com Sara Lemos em 1931. 

Foi nomeado capitão-médico da polícia mineira, chefiando o hospital de sangue de Passa Quatro, onde distinguiu-se como cirurgião durante a revolução 1932. Ingressou na política como chefe de gabinete de Benedito Valadares, na ocasião interventor federal em Minas Gerais, em 1934. No mesmo ano, elegeu-se deputado federal, mas perdeu o mandato em 1937, com o advento do Estado Novo. Foi prefeito de Belo Horizonte entre 1940 e 1945, numa administração, que projetou o nome do ainda desconhecido arquiteto Oscar Niemeyer, com as obras do bairro da Pampulha. 

Foi eleito deputado federal pelo PSD em 1946, e governador de Minas Gerais em 1950, criou as Centrais Elétricas de Minas Gerais, a Cemig, e construiu cinco usinas para a produção de energia elétrica, elevando em trinta vezes o potencial instalado do estado. Com o apoio do PSD e do PTB, e com a oposição na União Democrática Nacional (UDN) e de alguns setores militares, foi eleito presidente da república em 1955, mas sua posse só foi garantida após a intervenção do então Ministro da Guerra, General Teixeira Lott, em novembro daquele ano. 

 Juscelino Kubitschek estabeleceu um Plano de Metas, com 31 objetivos, dos quais eram prioritários: energia, transporte, alimentação, indústria de base e educação. Construiu duas usinas hidrelétricas, Três Marias e Furnas. Abriu grandes rodovias e pavimentou as já existentes, como a ligação entre o Rio de Janeiro e Belo Horizonte e a construção das estradas Belo Horizonte-Brasília, Belém-Brasília e Brasília-Acre. 

 A construção de Brasília era o objetivo central do Plano de Metas do governo. Já na constituição de 1891, estava estabelecido o local, no planalto central do país, onde deveria ser construída a nova capital do Brasil. O nome Brasília havia sido sugerido por José Bonifácio. Os planos urbanísticos e arquitetônicos foram concebidos pelos arquitetos Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. Foram mil dias de obras e no dia 21 de abril de 1960, Juscelino inaugura Brasília. 

Após passar o governo para Jânio Quadros e eleger-se senador por Goiás, indicado pela convenção nacional do PSD em 1964, é cassado pelo governo militar e tem seus direitos políticos suspensos por dez anos. Exilado, viveu em Nova York e depois em Paris. De volta ao Brasil, ingressou na empresa privada e começou a escrever suas memórias, intitulada "Meu Caminho para Brasília", em cinco volumes. Em 1975, torna-se membro da Academia Mineira de Letras. 

 Juscelino Kubitschek morreu em acidente automobilístico, perto de Resende, Rio de Janeiro, quando viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro, no dia 22 de agosto de 1976.


   Essa foi a principal manchete do dia 22 de agosto de 1976.

Há 38 anos(hoje) morria em "acidente" às 17hs55 no quilometro 165 da Via Dutra, quando viajava de São Paulo para o Rio, o ex-presidente Juscelino Kubitschek. Que na opinião de José Sarney, seu adversário, foi o melhor presidente do Brasil. Com a frase 'O BRASIL VAI VIVER 50 ANOS EM 5",entre tantas e outras obras entregou Brasília, em 21 de abril de 1960.Fotos presença de Juscelino em nossa Santa Rita, década de 60 e manchetes de jornais sobre sua morte. (Fonte: facebook williams Trindade)


Na ocasião da visita a cidade de Santa Rita na presença de Heraldo Gadelha e Ceslau Gadelha

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Lei Maria da Penha - 8 anos com conquistas importantes no país


Delegacias da mulher, núcleos e abrigos aumentaram em todo país. 
A cada quatro minutos uma mulher é vitima de violência no Brasil


A Lei Maria da Penha acaba de completar oito anos. A lei não acabou com a violência doméstica, mas garantiu várias conquistas importantes. 

Uma mulher, vítima de violência doméstica, conta que passou seis anos sendo agredida pelo ex-marido sempre sob ameaça. “Ele me trancou no quarto com o meu filho com uma faca na cintura e falava várias vezes que ia me enterrar viva”. 

O pedido de socorro deu certo. A polícia prendeu o antigo companheiro, que foi enquadrado na Lei Maria da Penha. “Tem que ter atitude, confiar na gente mesmo porque se a gente não confiar quem vai confiar?”, diz a vítima. 

Em oito anos de existência, a Lei Maria da Penha deu mais garantias às mulheres contra a violência doméstica. 

Os serviços de proteção foram ampliados em todo o país. O número de centros especializados subiu de 92 para 231; o de casas de abrigo cresceu de 62 para 78; as delegacias da mulher e os núcleos de atendimento aumentaram de 328 para 500 e o de juizados e varas subiu de 19 para 100. 

A ampliação dos serviços de proteção tem efeitos práticos e psicológicos. Com uma rede de apoio mais presente, segundo especialistas, a mulher está se sentindo mais encorajada, mais segura para tentar quebrar o ciclo da violência. O reflexo disso: cresceu em 20% o número de mulheres que já fazem a denúncia na primeira vez em que são agredidas. 

 “Depois da Lei Maria da Penha, criada em 2006, tivemos emissão de 370 mil mandados de medidas protetivas. Significa que houve uma grande quantidade de mulheres que deixaram de correr risco por estarem em situação de violência”, explica a secretária executiva da Secretaria Nacional de Política para mulheres, Lourdes Maria Bandeira. 

O meio mais utilizado é o ligue 180. Em 42% dos casos registrados foi identificado o risco de morte. A central de atendimento, desde o mês passado, virou um disque-denúncia. Os casos mais graves de violação agora podem ser encaminhados direto para o Ministério Público ou para a polícia, mas as estatísticas mostram que existe um longo caminho a percorrer. 

A cada quatro minutos uma mulher é vitima de violência no Brasil, mas quando a mulher denuncia o agressor, a vida dela costuma mudar para melhor. “É maravilhoso... É como se eu 'tivesse' presa e 'tivesse' me soltado. Eu me libertei e sou muito feliz”, diz uma vítima. 

Apesar de todas as conquistas das mulheres, os dados sobre violência ainda assustam. Mais da metade da população conhece pelo menos uma mulher vítima de violência doméstica e 56% dos homens reconhecem ter cometido algum ato de violência contra suas parceiras.

Fonte: Globo.com
Jornal Hoje

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Ariano Suassuna - Não sei, só sei que foi assim!



Fico agora na companhia da Compadecida...



 Morreu no Recife, nesta quarta-feira (23), o escritor, dramaturgo e poeta paraibano Ariano Suassuna, aos 87 anos. Ele estava internado desde a noite de segunda (21) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Português, onde foi submetido a uma cirurgia na mesma noite após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) do tipo hemorrágico. Segundo boletim médico, o escritor faleceu às 17h15. "O paciente teve uma parada cardíaca provocada pela hipertensão intracraniana". 




Ativo até o fim 



Ariano Suassuna nasceu em 16 de junho de 1927, em João Pessoa, e cresceu no Sertão paraibano. Mudou-se com a família para o Recife em 1942. Mesmo com os problemas na saúde, ele permanecia em plena atividade profissional. 

"No Sertão do Nordeste a morte tem nome, chama-se Caetana. Se ela está pensando em me levar, não pense que vai ser fácil, não. Ela vai suar! Se vier com essas besteirinhas de infarto e aneurisma no cérebro, isso eu tiro de letra", disse ele, em dezembro de 2013, durante a retomada de suas aulas-espetáculo.

Em março deste ano, Ariano foi homenageado pelo maior bloco do mundo, o Galo da Madrugada. Ele pediu que a decoração fosse feita nas cores do Sport, vermelho e preto, e ficou muito contente com a homenagem. “Eu acho o futebol uma manifestação cultural que tem muitas ligações com o carnaval”, disse, na ocasião. No mesmo mês, o escritor concedeu uma entrevista à TV Globo Nordeste sobre a finalização de seu novo livro, “O jumento sedutor”. Os manuscritos começaram a ser trabalhados há mais de trinta anos. Na última sexta-feira, Suassuna apresentou uma aula espetáculo no teatro Luiz Souto Dourado, em Garanhuns, durante o Festival de Inverno. No carnaval do próximo ano, o autor paraibano deve ser homenageado pela escola de samba Unidos de Padre Miguel, do Rio de Janeiro.



Paraibano arretado!


"Cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre". (Em: O Auto da Compadecida) 

 Fonte: google.com